Refletir a Prática Docente

Para a educadora portuguesa Isabel Alarcão, 
o questionamento deve ser a base do trabalho
 de todos os professores.


"A escola precisa pensar continuamente em si própria, 
na sua missão social e na sua organização".
                                        Isabel Alarcão   

Dizer que o professor precisa refletir sobre seu trabalho não é mais novidade. É possível até afirmar que virou moda, como outras que volta e meia se espalham no meio educacional. Justamente por isso, um perigo, na opinião da educadora portuguesa Isabel Alarcão. Muito comentada mas pouco compreendida, essa idéia pode, segundo ela, se transformar num discurso vazio. "Ser reflexivo é muito mais do que descrever o que foi feito em sala de aula", alerta. O tema chama a atenção de Isabel desde o início da década de 1990, quando conheceu os estudos do americano Donald Schön. Ele defende que os profissionais façam o questionamento sobre situações práticas como base de sua formação. "Só assim nos tornamos capazes de enfrentar situações novas e de tomar decisões apropriadas."

Clique AQUI e leia a entrevista da Doutora Isabel Alarcao concedida à NOVA ESCOLA, nº 154, em São Paulo.
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Isabel Alarcão é Doutora em Educação pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, e vice-reitora da Universidade de Aveiro, em Portugal, ela se dedica à formação docente desde 1974. 
A seguir, os principais trechos da entrevista que concedeu a NOVA ESCOLA em São Paulo.
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Um Projeto de Start para 2012

Neste ano de 2011, vivenciei momentos de muito prazer pedagógico no Ginásio Experimental Carioca Orsina da Fonseca, GEC, mas o projeto que me trouxe expectativas, para o próximo ano letivo, foi o "HQ: Enquadrando o Mundo". A  proposta deste projeto era interdisciplinar, perpassando por temas transversais de grande relevância à juventude atual. O tema ressaltado foi "identidade e valores humanos", mas pretendo dar continuidade, abordando temas como "Sustentabilidade" e "Diversidade Cultural".

 

 Visite o blog do nosso projeto. Ficaremos com mais energia para prosseguir!
:-)


Atenção do aluno dura entre 10 e 20 minutos

De acordo com a educadora americana Tracey Tokuhama-Espinosa, 47 anos, diz que uma das técnicas mais importantes para prolongar o interesse dos alunos, é se apaixonar pela disciplina que leciona.
Segue a entrevista de Tracey publicada pelo jornal Zero Hora,
no dia 18 de julho de 2011.


A senhora afirma que a capacidade de atenção do aluno só dura entre 10 e 20 minutos. Como se chegou a essa conclusão?

A partir de três diferentes fontes de informação: educação, psicologia e neurociência. No viés da educação, era muito clara a observação dos professores de como perdem a atenção dos alunos. Isso foi documentado em estudos. Na parte da psicologia, houve muitas pesquisas relacionando o armazenamento de informações na memória, analisando quanto tempo alguém pode manter uma ideia em sua mente. Isso tudo, mesclado com estudos em neurociência, mostram o tempo máximo e mínimo que uma pessoa pode estar alerta, focada em diferentes informações.

Como o professor deve lidar com isso e agir em sala de aula?

Há técnicas como mudar o foco da pessoa que está em evidência na aula, do professor para o aluno, por exemplo. O professor pode fazer uma pergunta a um estudante, transferindo a atenção. Também se pode trocar o assunto ou a atividade, a fim de superar esse tempo limite de atenção de 10 ou 20 minutos. Como sabemos que não há nenhuma aula de apenas 20 minutos, é preciso trocar constantemente de tema. O professor também pode criar pequenos grupos, mudando a localização dos alunos na sala. É preciso usar essas técnicas de mudar a pessoa, o lugar ou o assunto continuamente, para que esse relógio que conta os 20 minutos recomece sempre, mantendo os estudantes atentos.

Qual é a reação do estudante a um professor que fala 50 minutos sem parar?

Certamente, ele dorme (risos). Há várias reações, não é igual para todos. Depende do interesse que o estudante tem pela matéria, sua motivação interna para estudar esse assunto, sua relação com o professor, com seus conhecimentos prévios. Tudo isso tem uma relação com o tempo que se pode prestar a atenção. Há pessoas que ficam atentas durante 40 minutos porque estão altamente motivadas. Mas há outras na mesma sala que não têm tanto interesse, e perdem a atenção em seguida. Estudos feitos nos anos 60, nos Estados Unidos, indicam que, quando um professor só fala, fala, fala, 24 horas depois, apenas 5% das informações são retidas pelos alunos adultos. É muito óbvio notar, dentro de uma sala de aula, que essa metodologia de ensinar não funciona.

Há uma relação entre a idade e a capacidade de atenção?

Sim, os alunos maiores têm mais capacidade de atenção. Mas o ponto mais importante é que não se pode precisar o tempo de atenção. Isso depende de pessoa para pessoa. Se o aluno está fascinado por um assunto, pode passar horas e horas debruçado sobre ele. Mas, em salas normais, em que os alunos não têm o poder de escolher o que estão estudando, temos de entender que nem todos terão esse nível de motivação. É preciso saber como lidar com as crianças menos interessadas.

E como o professor pode fascinar seus alunos?

Uma das descobertas da neurociência que eu acho mais bonita é uma que chamamos de neurônio-espelho, que tem a ver com empatia. São neurônios que disparam quando veem ou identificam coisas que outra pessoa está fazendo. No momento que um professor está apaixonado pela sua disciplina, isso é contagioso. Mesmo quando o estudante não está muito interessado na matéria, a energia e o entusiasmo do professor podem despertar seu interesse. Um problema que temos nas escolas é que há uma grande quantidade de professores ensinando coisas que não gostam. Os alunos percebem isso, e não vão se sentir inspirados. Professor que gosta do que faz é a chave para provocar interesse do aluno.

Qual o resultado da falta de atenção para a aprendizagem?

Há uma fórmula simples para explicar isso, com dois fatores fundamentais para a aprendizagem: atenção e memória. Se não se tem atenção, não se tem memória. Se não se tem memória, não se tem aprendizado. Se não mantivermos os alunos com um bom nível de atenção, não haverá aprendizagem. A consequência é grave.

Dicas aos professores

Educadora

"Se não se tem atenção, não se tem memória. Se não se tem memória, não se tem aprendizagem. Se não mantivermos os alunos com um bom nível de atenção, não haverá aprendizagem."

- Mude o foco da pessoa que está em evidência na aula, do professor para o aluno, por exemplo. O professor pode fazer uma pergunta a um estudante, transferindo a atenção.

- Crie pequenos grupos, mudando a localização dos alunos na sala de aula.

- Professor que gosta do que faz é a chave para provocar interesse do aluno. Mesmo quando o estudante não
está muito interessado na matéria, a energia e o entusiasmo do professor podem despertar seu interesse.

- É preciso trocar constantemente de assunto.



O que é Benchmarking?


Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É um processo de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas "companhia-a-companhia" para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva. 


A empresa interessada em implantar benchmarking deve analisar os seguintes fatores: ramo, objetivo, amplitude, diferenças organizacionais e custos, antes da definição ou aplicação do melhor método, pois cada empresa individualmente tem as suas necessidades que devem ser avaliadas antecipadamente à aplicação do processo.



Anima mundi

Nesta 19ª edição do Anima Mundi, um dos principais eventos do calendário audiovisual brasileiro, acontecerá de 15 a 24 de julho, no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Odeon BR, Arteplex Botafogo e Oi Futuro Flamengo e Ipanema, com o melhor da  produção de animação nacional e internacional. O evento oferece  oficinas, workshops, performances, encontros, fóruns e debates. 
 A programação completa pode ser conferida no site

Clique na IMAGEM ABAIXO e cofira a cartilha Anima Mundi.


Gerações Definidas XYZ

 Você se encaixa em que geração?

Esta questão esbarra no fato de que nem sempre somos e vivemos a nossa idade cronológica. Tudo que somos está referenciado em nossas vivências e desejos. Então, entenda como a sociologia vem abordando as gerações de acordo com o seu comportamento e a faixa etária (tempo).

  BABY BOOMERS

Dessa geração fazem parte as pessoas nascidas logo após a 2ª Guerra Mundial, DE 1950 a 1960, quando o índice de natalidade cresceu incrivelmente – por isso o termo “baby boomer”. Cultuaram o Rock and Roll, o movimento Hippie, a contestação política e social e os movimentos pela paz, entre muitos outros movimentos que mudaram a sociedade.

GERAÇÃO X

A Geração X nasceu aproximadamente entre 1970 e 1981. Essa geração entrou em um novo mundo fora das perspectivas utópicas, tendo que se conformar com um padrão de vida mais realista e consumista em pleno período de Guerra Fria.

 GERAÇÃO Y

Também conhecida como Geração Millennials ou Geração da Internet, é um conceito de Sociologia que se refere, segundo alguns autores, aos nascidos após 1980.  A Geração Y adora feedback, é multitarefa, sonha em conciliar lazer e trabalho e é muito ligada em tecnologia e novas mídias. Alteraram completamente as formas de comunicação tanto em casa, no trabalho quanto com os amigos.

GERAÇÃO Z

A grande nuance dessa geração é zapear. Daí o Z. Em comum, essa juventude muda de um canal para outro na televisão. Vai da internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retorna novamente à internet. 
Também troca de uma visão de mundo para outra, na vida.
Em sua maioria, nunca conceberam o planeta sem computador, chats, telefone celular. Por isso, são menos deslumbrados que os da Geração Y com chips e joysticks. 
Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. 
Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet. 
Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos novos tempos.


Fontes:

Sensibilidade humana


É comovente a cena ocorrida em 22 de junho de 2011, no interior paulista. 
O rapaz chora a morte do animal, que era o único a ajudar na sobrevivencia de sua familia. Do acidente de trânsito, quando o animal carregava uma carroça, a égua ESTRELA teve que ser sacrificada, para tristeza daquele que conviveu com o animal desde a infância. 



Eletiva de Blog



O aluno do Ginásio Experimental Carioca, projeto inovador da Prefeitura do Rio, tem a possibilidade de eleger uma "disciplina/oficina", denominada "ELETIVA". 
A Eletiva tem a duração de um semestre e é um momento 
para o aluno ser feliz aprendendo e ensinando 
a temática que gosta, com atividades práticas e lúdicas.
A Eletiva de Blog do GEC Orsina da Fonseca 
é bem disputada, provavelmente pela característica 
de envolver as tecnologias digitais e as redes sociais.
Abaixo apresento um pequeno momento de nosso encontro, 
que acontecem todas as 2ª feiras à tarde.



Visite-nos também no site http://eletivadeblog.blogspot.com 
Ficaremos muito felizes e motivados com o seu comentário!!!
:-)

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