
Teatro interativo

Teatro no NAVE/CEJLL - 2010
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Aos alunos e seus responsáveis: Dúvidas sobre os conteúdos de teatro ou sobre os procedimentos nas aulas, entre em contato comigo, deixando recado na postagem, na escola ou pelo e-mail lindomarteatrocejll@gmail.com
Lisístrata: A Guerra do Sexo
Gênio da comédia grega
Lisístrata: a guerra do sexo é uma das peças de Aristófanes antibélicas. Um dos motivos de sua criação foi a irritação de Aristófanes com a guerra que enfraquecia Atenas e Esparta, bem como com a morte inútil de muitos homens. Ele mostra em sua obra um protesto irreverente, abusando do deboche e da licenciosidade. A ação da comédia, bastante conhecida, desenvolve-se a partir de um plano idealizado por Lisístrata, personagem central, para acabar com as desgraças da Grécia. Ela simplesmente convence as mulheres de Atenas e de Esparta a não mais dormirem com seus maridos, a menos que assinem um tratado de paz. A situação evidentemente gera desdobramentos cômicos, que Aristófanes explora com inegável competência. Vale mencionar, por exemplo, a excitação de algumas mulheres que não suportam o jejum e tentam furar a greve, ou ainda a cena que Mirrina alimenta aos poucos a excitação do marido Cinésia e o abandona quando estão prestes a consumar o ato sexual. Um dos pontos altos da peça, no entanto, esta na carregada preciosidade das cenas e dos diálogos em que os homens surgem com os falos eretos, desesperados com a incômoda situação. Seguramente não há, na literatura teatral, peça em que os senhores das guerras de todos os tempos tenham sido satirizados de maneira mais contundente.
Lisístrata, na verdade é uma sátira de cunho político, inspirada pelo profundo pessimismo deste importante comediógrafo grego, em relação as instituições e ao próprio ser humano. Em termos mais precisos Aristófanes desencantou-se principalmente com a deteriorização de Atenas, com a corrupção que corroeu a democracia grega após a morte de Péricles e com as atitudes de políticos inescrupulosos. 
Estética Videoclipe
A televisão é o maior veículo de comunicação audiovisual das classes populares, e esse tipo de mídia possui uma linguagem específica capaz de constituir novos discursos, conteúdos e estéticas. Assim vem sendo desde a década de oitenta com a MTV.
A emissora da música, a MTV, nasceu nos EUA no dia 1° de agosto de 1981, sendo o Video "Killed the radio star”, da banda The Buggles (Inglaterra), o primeiro videoclipe exibido. Ironia ou não, este vídeo clipe argumenta sobre a decadência de um cantor de rádio devido o aparecimento da televisão.
A revolucionária proposta da MTV veio proporcionar aos jovens apreciar o visual dos seus ídolos, influenciando gerações, fazendo surgir uma estética própria, que até hoje está contida nos mais diferentes segmentos da sociedade.
Muitos atletas e celebridades têm suas imagens projetadas pela MTV, mas foram cantores como Madonna e Michael Jackson, que alcançaram status de ícones da música pop pela emissora. A polêmica performance de “Like a virgin”, de Madonna, em 1984, e o seu beijo, latinamente acalorado, com Britney Spears, em 2003, também marcaram história pela MTV.
No Brasil, a MTV possui características bem local, incorporando inclusive formatos de programas De uma grade específica da “TV aberta”. Mas alguns momentos fugiram à regra da mesmice dos programas caretões, bem à “estética MTV”, quando presenciamos a apresentação de piores videoclipes, com Marcos Mion, os beijos Gay, no “Fica Comigo”, os improvisos de “Quinta Categoria”, dentre outros bem interessantes.
O videoclipe caracteriza-se por seu diferencial na forma e no conteúdo, com mixagem de diferentes linguagens, passando pela narrativa clássica do cinema, pela animação e pela linguagem do videogame. A utilização de música eletrônica, inteira ou fragmentada, é própria desta estética. A sua montagem costuma abusar de cortes sucessivos e inserção de imagens estáticas, às vezes sobrepostas, e diversos grafismos. O efeito de “colagem” de planos, quando transferidos de um a outro, provocam o efeito de (des) continuidade na seqüência de imagens.
ÉDIPO - A célebre tragédia de Sófocles
Trecho do espetáculo teatral ÉDIPO, dirigido por Luciano Alabarse. Material captado em 14 de junho de 2008, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Gravado por Daniel Jainechine. CORO: Rafael Mentges, Thales de Oliveira, Fabrizio Gorziza, Daniel Bacchieri, Eduardo Steinmetz, Fernando Zugno, Lê Souza e Tito Ravaglia. Mais informações sobre o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=yW53ETQJk98
Luigi Pirandello na Escola
Seis personagens à procura de autor é uma das peças mais conhecidas de Luigi Pirandello(1867-1936). Escrita em 1921, relata um ensaio de teatro . O ensaio é invadido por seis personagens que, rejeitadas por seu criador, tentam convencer o diretor da companhia a encenar suas vidas.
No início, o diretor fica perturbado por ter seu ensaio interrompido, mas aos poucos começa a interessar-se pela situação inusitada que se apresenta diante de seus olhos. As personagens o convidam a encenar suas vidas, mostrando que mereciam ter uma chance. Com isso, acabam convencendo-o a tornar-se autor.
As discussões entre as personagens e o diretor compõem uma análise filosófica do teatro . Assim, o peso da peça divide-se entre a narrativa em si, e os aspectos paratextuais, que ganham a cena.
Diretor e personagens discutindo constroem também uma querela de formas de fazer teatro . As personagens, tentando mostrar ao diretor que suas vidas são reais, em relação ao palco, e ele defendendo a relatividade do que está sobre o palco, toma como parâmetro a vida "real". A peça entra, assim, em um outro aspecto: torna-se um estudo metalingüístico do teatro, a arte discutindo a si mesma. A forma de representação proposta pelo diretor não é aceita pelas personagens. Não querem ser representadas pelos atores da companhia. Afinal, como alguém poderia representar melhor a vida de uma personagem do que ela própria?
"Texto da peça"
Há neste texto de Pirandello, diferentes temáticas para discussões aprofundadas no cotidiano escolar, como a existência humana, as relações de poder, a instituição familiar, entre outros assuntos que podem ser percebidos no subtexto da peça. Contando, ainda, com a abordagem de diversos elementos estéticos da linguagem teatral, que possibilitam tratar com os alunos, conteúdos específicos das Artes Cênicas. Um texto bastante atual.
Fonte: http://bit.ly/bYYPdPCiência e Tecnologia
Uma equipe de físicos britânicos conseguiu dar vários nós em feixes de luz, em uma experiência inédita relatada em artigo na revista científica Nature Physics. Neste estudo, a equipe desenhou hologramas usando a teoria dos nós. E com esses hologramas, conseguiram criar nós em vórtices ópticos.
Stop Motion - Pixilation - Animação
O filme Star Wars, de George Lucas, utilizou a técnica de Stop Motion em efeitos especiais, assim como o filme "Noiva Cadáver", de Tim Burton.
Dois Gritando!!!
O brasileiro é acomodado, malandro.
Não tem educação. Não sabe votar.
Tem memória curta.
É alienado. Aceita tudo passivamente.
É fácil manipular o brasileiro.
Um povo que não reage.
Não vai para a rua lutar por alguma coisa.
Não tem amor ao país.
O brasileiro pensa primeiro em si
e depois no próximo.
Não tem solidariedade.
Só quer saber de futebol e carnaval.
Gosta de levar vantagem em tudo
e acha que para tudo tem um jeitinho.
Adora uma bagunça.
O brasileiro é preguiçoso, irresponsável,
manemolente, não gosta de trabalhar.
Tem inveja do sucesso dos outros.
Respeita a lei desde que a lei não lhe atrapalhe.
Tem complexo de vira-latas.
Gostar de sofrer.
Ri da própria desgraça.
O brasileiro não aprende.
Não muda e não faz nada para mudar.
Não se choca. Não se mobiliza.
Não tem jeito.
DISCORDA DE TUDO ISSO?
PARTICIPE!
SEJAMOS DOIS GRITANDO.
Assista ao vídeo e entre nesta campanha
fontes: http://www.doisgritando.com.br/Campanha e www.oglobo.com.br/doisgritando
ÍMÃ - Grupo Corpo
Uma dança de luzes coloridas
A música, a forma de movimentação dos bailarinos, o figurino e a iluminação deixam Ímã, espetáculo da companhia de dança mineira, mais "ensolarado", como diz o coreógrafo Rodrigo Pederneiras.
Há uma valorização do trabalho individual de cada bailarino, que é evidenciado por um cenário feito apenas de luzes e, ainda, uma movimentação cênica com muitos solos e duos.
No último espetáculo, Breu, os bailarinos usavam roupas escuras, dançavam no chão e quase não havia luz. A idéia era tratar da violência. A mesma densidade caracterizou a apresentação Onqotô, que na linguagem popular de Minas Gerais significa "Onde é que eu estou?". Os dançarinos moviam-se ao som de músicas com letras que questionavam a existência humana.
O tom pesado dos espetáculos passados agora abre espaço para a leveza. "Talvez seja o trabalho mais impessoal que já fizemos; uma tentativa de não trazer sentimento para o palco", explica o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, que começou a pensar na apresentação quando Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo, emprestou-lhe um cd do grupo carioca + 2, trio composto por Domenico, Kassin e Moreno, que mistura experimentalismo com música eletrônica. Logo, o coreógrafo se apaixonou pela música e pediu para que os integrantes do trio fizessem uma trilha sonora de 40 minutos, e que fosse "uma coisa bem pra cima", como disse Rodrigo.


Com a trilha sonora pronta inspirou-se numa crônica de Roberto Damatta, que falava sobre a polaridade das relações humanas. Daí surgiu a imagem de um ímã, título do espetáculo.
"Eu gosto muito da idéia do imã, há uma dependência, os opostos se atraem", diz. "Não falo de amor ou ódio, não quis levar isso para as relações humanas", comenta o coreógrafo contando que a intenção do espetáculo é mostrar, através dos corpos dos bailarinos, a atração e a repulsão, que são as bases da polaridade, sem falar de sentimentos.
Os dançarinos começam no chão do palco, mas quando saem dele não voltam mais. "Isso foi proposital, pois o Breu (o balé anterior) é todo feito no chão. Desta vez, eu queria tirar os bailarinos de lá", conta Rodrigo, que tinha a intenção de fazer um espetáculo alegre. E deve ser esse o sentimento que se tem ao contemplar bailarinos voando no palco, iluminados por milhares de cores que se alteram lentamente, conforme o movimento dos corpos.
Assista ao vídeo de Breu:
FONTE:revistacult.uol.com.br - Júlia Alquéres, em 04/08/2009








