ATELIÊ DE MÍDIAS: Uma parceria entre a escola e o museu MAR.

Por Lindomar Araujo

JUSTIFICATIVA

Trabalhar numa escola de tempo integral exige de todos do/no cotidiano escolar diferentes e novas formas de aprender e ensinar. Especificamente no Ginásio Carioca, alunos e professores convivem sete horas diariamente, com o maior comprometimento de todos os adultos na formação global de cada aluno. No plano de ação do Ginásio Carioca Vicente Licínio Cardoso, dedicamos carga horária ampliada ao ensino da Arte, na sua matriz diversificada, com a formulação de Ateliês específicos, em forma de disciplina eletiva. Nesse espaçotempo de aprendizagem, a cada semestre, o aluno escolhe o ambiente, a linguagem e o professor para “trabalhar”. Esse é um diferencial qualitativo que implementamos na aprendizagem dos alunos, por ser a linguagem da Arte uma forma de imaginar, (re)criar e transformar mundos.

No Ateliê de Mídias, ministrado pelo professor Lindomar Araujo, o aluno é direcionado a desenvolver habilidades e competências por meio de uma prática pedagógica denominada “educação para as mídias”. De acordo com BELLONI (2005, p.12), a educação para as mídias objetiva formar um usuário ativo, crítico e criativo, pois “é condição sine qua non da educação para a cidadania.” Educar para as mídias é levar o aluno a aprender fazendo mídia, dominando sua arquitetura e estética.

Nesse ateliê, trabalhamos com múltiplas linguagens artísticas e foco nas tecnologias digitais. Ao explorar a produção de imagens, vídeos e blogs, manipulam-se essas ferramentas de acordo com os projetos estruturados de forma colaborativa, por decisões coletivas, considerando os currículos ocultos dos alunos, e num diálogo direto com os conteúdos específicos das disciplinas Arte e Projeto de Vida.

Neste texto apresentaremos alguns resultados relevantes de projetos realizados no Ateliê de Mídias, relacionados à criação de curtas-metragens, pautados por uma parceria direta com o Museu de Arte do Rio – MAR. Acreditamos que nosso relato possa provocar no leitor novas reflexões e/ou estimular novas ações pedagógicas.

METODOLOGIA

Nossa escola encontra-se na região portuária, e apesar de a maioria dos nossos alunos serem de comunidades carentes, temos fácil acesso a museus e centros culturais. No entanto, tal facilidade não garante, de imediato, a motivação dos alunos em realizar visitas guiadas e exploração de diferentes culturas, tendo em vista a necessidade de conhecer para valorizar. É próprio de um processo educativo apresentar aos estudantes diversas ações culturais que se diferenciem daquelas já praticadas em sua comunidade, e em seu cotidiano, as quais passam a ser vistas como senso comum, inclusive pela influência das mídias comerciais, que incutem nos jovens uma estética de massa. Então, propomos aos alunos novos e diferentes olhares, pelo uso das tecnologias digitais, na produção de imagens e vídeos, de forma crítica e significativa.

O Ateliê de Mídias é formado por alunos dos 7º, 8º e 9º anos, em forma de Eletiva, com a interação de faixas etárias diferentes, objetivando o aprender a conviver na diversidade. Acreditamos em ações de aprenderensinar baseadas nos valores humanos, alinhadas à abordagem triangular de Ana Mae Barbosa.¹

Iniciamos, sempre que possível, com um diálogo, para provocar uma ação experimental, que envolva a fotografia, por ser a imagem fixa precursora do cinema. “Vivemos em um mundo saturado de imagens. (…) Diante do papel central da imagem no mundo contemporâneo, refletir sobre usos potentes do audiovisual no contexto escolar é um grande desafio.” (LEBLANC, 2012, p. 38)

Após delimitarmos nosso campo de atuação, ultrapassamos os muros da escola para apreciação e registros com focos definidos. Ao retornarmos, já temos tarefas projetadas em editores de imagem (photoshop). Inicialmente, aprende-se a depurar e manipular imagens, ressignificando-as e produzindo imagens em novo contexto. 


No momento seguinte, é introduzida a produção de imagens em movimento, em que normalmente trabalhamos com gif animado e/ou pixilation. Somente depois disso partimos para a produção de vídeos, que podem ser videoclipes, curtas-metragens, autorretratos etc.

O trabalho que apresentamos a seguir é sobre a criação de filme na linguagem de animação por pixilation. Consideramos importante citá-lo por ser um exercício anterior à produção de curta-metragem.

O primeiro procedimento foi apresentar um curta-metragem retratando a solidariedade. Após a apreciação do filme, houve uma discussão sobre os valores éticos e estéticos contidos no curta. Outro curta-metragem foi apresentado, mas desta vez na linguagem pixilation, para compreensão da forma desse produto. Depois, foi solicitado que se dividissem em pequenos grupos e elaborassem roteiros a partir de um valor humano. Cada grupo apresentou seu roteiro, e em seguida elaboramos, coletivamente, um roteiro único de todo o grupo do Ateliê, elegendo um dos valores para realizarmos a montagem do filme de animação. Foi escolhido o tema “Amizade”, e o curta-metragem intitulou-se “Amizade Solidária” (Anexo 02), gravado com os alunos em funções diferenciadas. O que fazemos de diferente, em relação à técnica de pixilation, é não trabalhar diretamente com fotografia durante a produção/criação das cenas. Normalmente, gravamos as ações em filme e levamos para o editor de vídeos, por meio do qual o aluno fotografa os frames, como permitem os editores, que deseja inserir no pixilation. Todas as fotos já saem numeradas para a criação do curta.


Após termos compreendido a base de um roteiro e o esquema de gravação, iniciamos a criação de curta-metragem dramatizado ou em documentário. Apresentamos a seguir dois processos de criação que se originaram na parceria, que ainda hoje mantemos, com o Museu de Arte do Rio – MAR, baseados na exposição denominada “Do Valongo à Favela: imaginário e periferia”.

Em dois grupos de Ateliê, o processo de elaboração de roteiro foi bem parecido, com o professor apresentando o fôlder da exposição e abrindo espaço para se dialogar sobre o tema. Assim que as imagens do fôlder foram expostas, todos logo se identificaram e passaram a contar histórias sobre a região portuária, as comunidades em que moram e suas experiências pessoais e locais. Após o diálogo sobre a exposição e os currículos ocultos dos alunos, combinamos de visitar a exposição, mas com um objetivo: “encontrar uma obra que lhe tocasse a alma e que lhe contasse uma história.”

No dia da visita, quando chegamos ao museu MAR, fomos recebidos e guiados pelos monitores; no entanto, todos eram constantemente lembrados da tarefa de observação atenta, para anotar sua obra preferida.

Após a visita, no Ateliê, realizamos um diálogo, descrevendo as impressões sobre a exposição, apresentando cada um, a obra que teria lhe tocado. Após esse bate-papo, realizamos uma tempestade de ideias, com anotações no quadro branco, para criação de um roteiro básico coletivo, contendo personagens e espaços das obras escolhidas pelos alunos. Um dos grupos do Ateliê escolheu a obra do artista Carlos Vergara (Série Carnaval, 1972 – Metacrilato – 100 x 150 cm), com a imagem de três negros com a palavra poder no peito: o filme se chama “Quase memória: um convite à obra”.

Série Carnaval, 1972.



O outro grupo elegeu duas obras, sendo uma do artista Caetano Dias (Cabeças, 2007 – Açúcar – 40 x 40 x 40 cm), que é uma cabeça exposta sobre a mesa, e outra do artista André Komatsu (Disseminação concreta, 2006/2014 – Cascalho de escombros do Elevado da Perimetral e peças de roupas – Cópia de exibição), cuja obra denominamos “O homem de pedra”. Este último curta foi denominado “Realidade imaginária”.


Para gravação do filme, realizamos um cronograma/ planejamento que incluía gravações na rua e no MAR (partes externa e interna do museu). A parceria com o museu facilitou nossa ação, exigindo apenas os agendamentos prévios, de forma que pudéssemos utilizar os materiais de gravação no interior da instituição.

Toda a parte externa, de rua, foi gravada na própria comunidade local, como Morro da Conceição, Mosteiro do São Bento, Praça do Valongo, Praça São Francisco da Prainha, entre outros locais.

A edição dos filmes precisou ser realizada pelo professor, inicialmente, fora da escola , por necessitar de computador adequado e internet de qualidade. Mas cada trecho montado era mostrado aos alunos e discutia-se sobre as possíveis mudanças, acontecendo reedição de um ou outro trecho, para marcar a apropriação da obra com os alunos. Todas as músicas foram baixadas pelos alunos em sites com licença livre (Creative Commons License).

Após a finalização dos filmes, estes foram apresentados aos alunos da escola, postados em nosso blog e nas redes sociais.
Veja aqui links de sites que disponibilizam músicas que têm licença livre:

Acrescentamos, a essa parceria com o museu MAR, a criação do curta-metragem que o Ateliê de Mídias produziu, de forma interdisciplinar, com a disciplina de Ciências, abordando o tema Mata Atlântica. Esse projeto envolveu a maioria dos alunos da escola e teve sua culminância no auditório do mesmo museu, quando projetamos o filme “Nossa Mata Atlântica” para a comunidade escolar e outros convidados.



AVALIAÇÃO

Ao desenvolvermos projetos com as TIC no ambiente escolar, potencializamos o trabalho em equipe, gerando relações mais amistosas entre os alunos, pelo envolvimento e compromisso com as ações emergentes do próprio grupo. Muitos alunos descobriram novas habilidades com as tecnologias digitais, fortalecendo a autoestima. Todos os alunos que se envolveram nessas ações passaram de ano e desejaram repetir a Eletiva numa próxima oportunidade. A parceria entre a escola e o museu redimensionou as possibilidades no/do cotidiano escolar, permitindo maior gama de ações pedagógicas que esgarçassem os limites dos muros da escola.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1999. 
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação? Campinas, SP: Autores Associados, 2005, p.12. 
LEBLANC, Paola Barreto. (IN) Multirio. A escola entre mídias: linguagens e usos. (Imagem e Educação). Rio de Janeiro: Multirio, 2012.

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¹ De acordo com a “abordagem triangular” para o ensino da Arte, proposta por BARBOSA (1999), quando o professor trabalha articulando a Contextualização, o Fazer Artística e a Apreciação, promove uma intensificação da aprendizagem e quando no espaço dos ateliês, os alunos encontram-se em constante fruição da arte, por conter diferentes procedimentos artísticos num mesmo espaço.

Premiação - Prêmio Anísio Teixeira 2015

No dia 17 de novembro de 2015, aconteceu a premiação, na Escola de Formação do Professor Carioca, dos vencedores do Prêmio de monografias da Prefeitura do Rio de Janeiro. 
Fui premiado em 1º Lugar na temática "Tecnologias da Informação e Comunicação" (TICs).



Minha Apresentação da Monografia

Veja imagens da premiação.




Moção de congratulações e louvor na Câmara dos vereadores

No dia 16 de novembro de 2015, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, recebi a Moção de Congratulações e Louvor por meu notório compromisso frente a E.M. Vicente Licínio Cardoso.


Da mesma forma, meus diretores e colegas de profissão também foram homenageados.

os alunos visitaram a Câmara e participaram do evento. 




Imagens do evento.


Assista ao vídeo.
ENTREGA DE MOÇÕES CMRJ from professorlindomar on Vimeo.

Prêmio Anísio Teixeira 2015

Um final de ano de grande alegria, 
por ter o meu trabalho premiado em 1º lugar.

Nessa monografia apresento olhares sobre a inserção e desenvolvimento da disciplina Eletiva, no ensino fundamental em escola de tempo integral, a partir de experiências pedagógicas, com a arte e as tecnologias da informação e comunicação (TIC), desenvolvidas no Ginásio Carioca, onde se propõe que alunos e professores assumam o protagonismo e tenham a liberdade para eleger, a cada semestre, temáticas, conteúdos e linguagens, na construção de saberes e fazeres escolares.










Livros Digitais - Download


Baixe livros sobre os temas abaixo: 
  • Estados da Arte
  • Teorias da comunicação
  • Pesquisas em comunicação
  • Jornalismo
  • Cinema e multimedia
  • Comunicação Estratégica



Minha participação no Educação 360

Neste ano de 2015, participei do evento como palestrante, abordando a disciplina Eletiva no currículo diversificado do Ginásio Carioca, no espaço de "Estudo de Caso".
O tema específico foi Projeto Ginásio Carioca e sua matriz curricular diversificada. Participaram da apresentação a gerente dos Ginásios Cariocas Bárbara Portilho, o professor Lindomar Araujo do GEA , as professoras Luciana Cortes e Janete Bloise do Ginásio Rivadávia Corrêa, a professora Eliete Vasconcelos do GES e o professor Fabio Fortes do Ginásio Malba Tahan.
 
O objetivo do Educação 360 é compartilhar o maior número possível de visões e de experiências inovadoras e bem-sucedidas, que vêm buscando atender às novas demandas da sociedade em relação ao ensino/aprendizagem. O evento é uma realização dos jornais O Globo e Extra, em parceria com o Sesc e a Prefeitura do Rio, com apoio da TV Globo e Canal Futura.

Trabalhos dos nossos alunos na entrada do evento.
Produções realizadas nos Ateliês de Arte do nosso Ginásio
 



Inês Rezende, Janaína Melo (MAR) e Lindomar Araujo.
O Ginásio de Artes Vicente Licínio Cardoso esteve na pauta
da palestra sobre a "Escola do Olhar - MAR".
Gerente dos Ginásios Bárbara Portilho e o Profº Lindomar Araujo.
Apresentação da Disciplina Eletiva 
pelo profº Lindomar Araujo.
Vídeo depoimento do prof º Marco Aurélio sobre a
disciplina Eletiva e o Ginásio Carioca.
Momento preparativos da coordenadora Inês Resende
e o profº Lindomar Araujo.


>>> Assista ao vídeo-resumo da apresentação<<<

Sites que disponiblizam músicas livres de direitos autorai


Jamendo 

Jamendo é uma comunidade de música online onde os artistas postam suas músicas livres de direitos nos termos de uma licença Creative Commons. Jamendo é gratuito e nem precisa de registro para baixar músicas. Os tópicos estão disponíveis nos formatos MP3 e OGG, e você pode fazer download de qualquer música através de link para o seu endereço de e-mail ou usando redes de intercâmbio P2P. Se você precisar usar a música para fins comerciais, pode fazê-lo tornando-se um membro do plano pro Jamendo, onde paga uma taxa de juro variável para ter acesso irrestrito a todos os circuitos em termos de projeto multimídia. 

Opsound 

Opsound é um serviço de música gratuito, onde você pode fazer o download grátis de músicas sem registro. Todas as músicas apresentadas por artistas independentes são licenciadas sob uma licença Creative Commons e também estão disponíveis para uso comercial. Note-se que o Opsound incentiva fortemente a utilização comercial das faixas no site de acordo com a regulamentação do próprio artista. Os downloads estão disponíveis tanto no formato MP3 como OGG. Não disponibiliza conta pro.

 Dig.ccMixter 

Dig.ccMixter é um serviço onde você pode navegar pela comunidade musical ccMixter, oferecendo uma vasta seleção de música livre de direitos autorais sob uma licença Creative Commons. Você pode encontrar e baixar gratuitamente faixas de música em MP3, quer para uso pessoal como comercial. Na janela de download, você também pode acessar os arquivos de projetos licenciados pela CC ou fazer as amostras de ferramentas exclusivas que pode usar para criar seus próprios remixes ou projetos musicais. O registro não é necessário para baixar as músicas. Não disponibiliza conta pro. 

 Royalty Free Music Library 

The Royalty Free Music Library é um grande arquivo de música gratuito de música livre de direitos que você pode comprar e baixar para usar em suas produções de vídeo. As canções custam $ 39.99 cada, mas os descontos estão disponíveis, se você comprar várias faixas de música. Cada canção disponível em formato MP3 é abertamente licenciada para uso em projetos de áudio e video, mas não deve ser compartilhada, transferida ou vendida. A inscrição para o site é obrigatória para comprar as músicas. Não disponibiliza conta pro.

 Free Music Archive 

The Free Music Archive é um recurso royalty-free music na internet onde você pode baixar músicas gratuitamente e sem restrições para ilustrar projetos multimídia, como vídeo clipes. Você também pode compartilhar todas as faixas musicais que baixar, mas não tem permissão para remixar ou vender. O uso comercial não é permitido. O registro não é necessário para baixar as músicas, que são distribuídas no formato de arquivo MP3. Sem conta Pro disponível também. http://freemusicarchive.org/ MagnaTune MagnaTune é um arquivo de música livre de direitos, onde você pode comprar e baixar música livre e independente a partir de uma taxa de US $ 15/mês. Você pode usar todas as faixas musicais disponíveis na Magnatune para complementar os seus vídeos e clips também publicados online. Você só é obrigado a fornecer a atribuição ao autor original, quando faz o upload do vídeo. As músicas estão disponíveis em um dos seguintes formatos: MP3, WAV, OGG, VBR, AAC e FLAC. O uso comercial também é permitido, basta escolher a licença correta, baixando sua música. É necessário registrar-se para comprar e baixar as faixas de áudio. Não disponibiliza conta Pro. 

 AudioJungle 

AudioJungle é um serviço da música livre de direitos, onde você pode comprar e baixar músicas grátis para usar em seus videoclipes. Existem faixas de música baratas disponíveis por até $1. A licença regular AudioJungle permite a você usar músicas em seus projetos musicais de vídeo, mas não revender qualquer uma das faixas ou clips de vídeo, onde as faixas são oferecidas. Se você precisa de uma licença comercial, deve mudar para uma licença estendida (os preços variam, dependendo da faixa de música que escolher). Todos os arquivos de áudio estão disponíveis no formato de arquivo MP3. A inscrição é obrigatória.

 Music Bakery 

Music Bakery é um arquivo de royalty-free music, onde você pode comprar e baixar músicas de artistas independentes. As músicas começam a partir de $ 29 cada e estão disponíveis em formato MP3. Cada música que você compra pode ser utilizada livremente os clipes de vídeo originais ou outros projetos multimídia. O uso comercial também é permitido. A inscrição para o site permite comprar canções. A conta pro não está disponível. http://musicbakery.com/ NeoSounds NeoSounds é uma vasta biblioteca de músicas royalty-free e efeitos sonoros que você pode comprar e fazer download de trabalhos multimídia, como clips de vídeo. As músicas são todas produzidas por músicos profissionais e produtores. As músicas começam em $ 4,95 cada e estão disponíveis no formato MP3. O uso comercial, se o seu vídeo vender menos de 10.000 cópias também é permitido. O registro é obrigado para comprar músicas livres de direitos na NeoSounds. Não disponibiliza conta pro. 

 PremiumBeat 

PremiumBeat é um serviço que oferece gratuitamente músicas sem direitos autorais ou restrição para compra e download. Os preços começam em 29,95 dólares por música em formato MP3. Todas as músicas pertencem a compositores profissionais e artistas. Existem quatro tipos de licenças disponíveis, mas a primeira, standard, é suficiente para conceder o direito de fazer upload e postar seus vídeos em um site de partilha. Nenhum uso comercial é permitido. As contas Pro não estão disponíveis e o registro é obrigatório para todas as compras. 


Projeto de Vida: Uma disciplina emergente



 A disciplina Projeto de Vida se desenvolve no âmago do cotidiano escolar, pois sua legitimação está vinculada à Secretaria Municipal de Educação (SME), por perceberem a necessidade de organização pessoal e foco em perspectivas de vida, das crianças e jovens cariocas. Desta forma, a disciplina Projeto de Vida utiliza um determinado espaçotempo na matriz curricular dos Ginásios Cariocas, gerindo uma aprendizagem significativa e transitória, entendendo um projeto como estudo em aberto.


Esta emergente disciplina vem ocupar um espaço exigido pelas demandas da contemporaneidade, cujo processo de informatização da informação provoca, cada vez mais, a necessidade de múltiplos olhares e interpretações, além de habilidades e competências variadas para pensar e agir no mundo atual.




O Dilema da Educação.




Desde aos quinze anos, quando tutor de dança no Colégio em que estudava meu Ensino Médio, antigo 2º grau, sinto inquietação por novas formas de agir, reagir e interagir em sala de aula, como mediador do conhecimento. Evidente, que a consciência de Educador, na essência freiriana, só assumi plenamente quando decidi abandonar a carreira de bailarino e professor de dança, para mergulhar por completo na Educação Formal, lecionando do Ensino Fundamental ao Superior.
Desde minha imersão na Educação, persigo estratégias de mudança, ou ao menos burlar as regras, na Educação que se encontra sedimentada em ordenamentos tradicionais e "restritivos".
Hoje, com um pouco mais de clareza, percebo que precisamos mudar, gradativamente, do local para o global, da sala de aula para a comunidade, da comunidade para a cidade, e assim sucessivamente.
A educação que desejo para meus alunos, assim como a maioria dos Professores (seja um Professor Educador ou um Instrutor tecnicista), me causa certa angústia, por tantos impasses e contratempos, que impedem a implementação de propostas, que acredito ser criativas e provocativas. 
Fico mais tranquilo, quando reflito sobre a realidade da Educação que vigora, tornando quaisquer mudanças inovadoras e/ou provocativas PROIBIDAS.
Incrível, mas a Educação que acredito ser a melhor aos nossos educandos nos é proibida.
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O vídeo abaixo é apenas a INTRODUÇÃO da obra maior
"A EDUCAÇÃO PROIBIDA".


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"A EDUCAÇÃO PROIBIDA"
Vídeo na integra. 



Dança e Teatro serão Disciplinas Obrigatórias do Ensino Básico?

Educação propõe aprovar dança e teatro como disciplinas obrigatórias do ensino básico.


O Dep. Raul Henry (PMDB-PE) afirma que a medida contribuirá para a efetivação do ensino em tempo integral.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece como disciplinas obrigatórias da educação básica as Artes Visuais, a Dança, a Música e o Teatro
O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – 9.394/96), que, atualmente, entre os conteúdos relacionados à área artística, prevê a obrigatoriedade somente do ensino da música.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Raul Henry (PMDB-PE),
 ao Projeto de Lei 7032/10, do Senado. A proposta ainda será analisada pela CCJ.
O texto original determinava a inclusão da música, das artes plásticas e das artes cênicas no currículo das escolas do ensino fundamental.

Henry lembrou que a LDB já previa o ensino das artes nos currículos da educação básica, mas não especificava quais eram as essas "artes". “Era preciso regulamentar isso”, apontou.
Ele disse que optou por deixar explícita na lei as linguagens em que há cursos de formação em licenciatura nas universidades brasileiras. “Essa era uma demandas das faculdades de dança, teatro e artes visuais [artes plásticas, fotografia e cinema, entre outras]”, comentou.

Tramitação
A proposta, aprovada no último dia 16, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: http://migre.me/gy9ow

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