Relação de publicações nos últimos 10 anos

PRODUÇÕES ACADÊMICAS

2017 Artigo - O Teatro do Oprimido na Emancipação dos sujeitos na disciplina Projeto de Vida nos Ginásios Cariocas - IVConedu

2018 Artigo - Teatro do oprimido - uma revolução crítica 

2018 Dissertação de Mestrado - O teatro do Oprimido e Projeto de Vida: perspectivas emancipatórias

2019 Artigo - Alfabetizacao no Jogo da Arte. RJ 

2019 Artigo - Núcleode Arte - Território de fissuras decoloniais

2019 Artigo - Teatro Do Oprimido - Uma Revolução Crítica Para A Cidadania Social - GIPE_CIT

2019 Artigo - Territorio de fissuras decoloniais-Resumo_Expandido - CE-CONEDU

2020 Artigo - Retomada do Jogo teatral - um possível paradigma de avaliação - anais-IV-conepi 

2021 Artigo - Teatro do Oprimido-  pedagogia teatral decolonial?

2022 Capítulo/Livro - Arte na Linha de Frente - Teatro do Oprimido e Projeto de Vida

2024 Artigo - Formação continuada - Experiências sobre o samba, os carnavais e a Avenida dos Desfiles

2024 Tese de Doutorado - O ensino de teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: experiências e saberes docentes

2024 Artigo - O ensino de teatro na rede pública da cidade do Rio de Janeiro uma revisão sistemática da literatura - revista Instrumento

2025 Artigo - Núcleo de Arte Avenida dos desfiles -  o ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo - PUC-Campinas

2026 - Artigo - PRELO Formação continuada centrada na arte-um relato de experiência

2026 – Artigo PRELO Ensino de Teatro e saúde mental na escola - uma revisão integrativa da literatura 

 


O ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo - Artigo

 

Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles:

o ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo



O estudo apresenta a unidade de extensão Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, que funciona no interior das arquibancadas da Passarela do Samba, tratando suas dinâmicas pedagógicas, seu currículo e as políticas públicas. O objetivo deste trabalho é compreender como o ensino da arte se desenvolve ao longo do tempo no Sambódromo, considerando o Núcleo de Arte como instituição promotora de educação pela arte nesse território. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória, de abordagem qualitativa. Os resultados apontam para a emergência de um campo epistemológico envolvendo o ensino da arte no Sambódromo.


Como citar:

ARAUJO, Lindomar da Silva. Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: o ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo. Revista de Educação PUC-Campinas, [S. l.], v. 30, 2025. DOI: 10.24220/2318-0870v30a2025e14951. Disponível em: https://periodicos.puc-campinas.edu.br/reveducacao/article/view/14951. Acesso em: 16 dez. 2025.


Artigo sobre o Ensino de Teatro

 O ensino de teatro na rede pública da cidade do Rio de Janeiro: uma revisão sistemática da literatura

Este artigo sobre o ensino de Teatro foi produzido durante o período em que estava debruçado sobre as investigações da minha tese de doutoramento, tanto que ele passou a compor o trabalho final de defesa, denominado "O ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: experiências e saberes docentes".

Instrumento: Revista de Estudo e Pesquisa em Educação

RESUMO
Este artigo de revisão sistemática da literatura tem como objetivo entender a situação atual do ensino de Teatro na rede pública de educação da cidade do Rio de Janeiro. A investigação emergiu da necessidade de fundamentar a pesquisa de tese de doutorado do autor. É uma pesquisa qualitativa de caráter teórico-exploratório, que realiza um levantamento das dissertações de mestrado desenvolvidas e apresentadas nos últimos cinco anos, vinculadas ao Programa de Pós-Graduação em Ensino de Artes Cênicas, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGEAC/UNIRIO). A sistemática do estudo segue um protocolo que caracteriza a metodologia empregada, trabalhando com critérios específicos de inclusão/exclusão de dados, para melhor encaminhar as etapas do processo de pesquisa e análise. Verificou-se a recorrência de abordagens pedagógicas pelo jogo teatral e de improvisação, dentre outros pontos comuns que impactam nas práticas docentes.


Como citar o artigo:

ARAUJO, Lindomar da Silva. O ensino de teatro na rede pública da cidade do Rio de Janeiro: uma revisão sistemática da literatura. Instrumento: Rev. Est. e Pesq. em Educação, Juiz de Fora, v. 25, n. 2, p.365-383, mai./ago. 2023. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/revistainstrumento/article/view/41248/27698 Acesso em: __/__/___



Minha defesa de Tese de Doutorado

No dia 16 de maio de 2024 aconteceu a minha Defesa de Tese de Doutorado, no Auditório Tércio Pacitti, no prédio do CCET. Naquele momento, me tornei Doutor em Artes Cênicas pela UNIRIO.

O título da Tese é:

"O ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: experiências e saberes docentes".

Convite aos familiares e amigos

A Banca de Avaliação teve a seguinte formação:

PROFA. DRA. MARIA ENAMAR RAMOS – PPGAC – UNIRIO (ORIENTADORA)

 PROF. DR. ADILSON FLORENTINO DA SILVA – PPGAC – UNIRIO

PROFA. DRA. LILIANE FERREIRA MUNDIM – PPGEAC – UNIRIO

PROF. DR. LICKO TURLE – PPGAC – UFBA/EXTERNO

PROF. DR. NARCISO L. TELLES DA SILVA – PPGE – UFU/EXTERNO

Membros Suplentes:

PROF. DR. DANIEL MARQUES DA SILVA - UFRJ / EXTERNO

PROFA. DRA. ELZA MARIA FERRAZ DE ANDRADE (PPGAC/UNIRIO)

Vídeo de leitura da Ata de aprovação da Defesa de Tese


Imagens do momento da Defesa

Doutorando Lindomar e a Doutora Enamar Ramos


O momento da Arguição pela banca avaliadora


A leitura da Ata de Aprovação


Foto com a Banca e convidados



Vídeo com resumo da Defesa de Tese

Produzido pelo doutor Lindomar Araujo


O meu agradecimento aos presentes

Sinto-me extremamente feliz por esta conquista e muito grato a todos e todas que ao longo desses quatro anos me motivaram e torceram por esse momento.

Tese - O ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles

 

O ENSINO DE TEATRO NO NÚCLEO DE ARTE AVENIDA DOS DESFILES: EXPERIÊNCIAS E SABERES DOCENTES





Como citar a tese:

ARAUJO, Lindomar da Silva. O ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: Experiências e saberes docentes. Tese (Doutorado). Orientação: Profa. Dra. Maria Enamar Ramos Neherer Bento. PPGAC - Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.13140/RG.2.2.32785.49765 


INTRODUÇÃO

Esta pesquisa investiga o ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, considerando as experiências docentes e os saberes e fazeres que delas derivam, possíveis de formar e transformar os modos de ensinar teatro e direcionar as escolhas de determinadas perspectivas pedagógicas em aula.

O programa de extensão curricular Núcleo de Arte encontra-se há mais de vinte anos em ação e ocupa um lugar de referência em Arte-Educação na rede de ensino municipal da cidade do Rio de Janeiro. Essa trajetória institucional, pautada pelo ensino e aprendizagem em arte torna significante o lócus desta pesquisa, que está situado num território que articula cultura, teatro e educação, exigindo um olhar diferenciado sobre o tema em questão e uma análise crítica e reflexiva sobre os seus processos histórico, político, pedagógico e narrativos.

O estudo sobre o ensino de Teatro no Núcleo de Arte teve como motivação inicial as questões referentes ao programa de extensão educacional, a minha experiência de vida e a minha trajetória profissional. O primeiro motivo acena para a relevância do Programa Núcleo de Arte frente a rede municipal de educação (Sá, 2013; Wilner, 2009; 2011); o segundo, está relacionado com a minha experiência profissional na instituição; e o terceiro, justifica-se no fato da minha atuação na função de Diretor de uma das unidades de extensão educacional. Essas motivações aliam-se também à minha formação profissional e acadêmica, que se constitui sobretudo de experiências, saberes e processos formativos contínuos que atravessam essa instituição.

As palavras na epígrafe do pesquisador Jorge Larrosa (2021), que enfatiza a experiência como um fenômeno de constituição do sujeito, colabora para o contexto

desta pesquisa, na medida em que direcionamos o olhar aos(às) professores(as) de Teatro e aos seus saberes, acreditando que suas experiências de vida contribuem aos processos de formação docente e para o domínio das práticas pedagógicas.

E nessa perspectiva, apresento o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles como lócus de investigação desta Tese, considerando alguns fatores, a saber: (i) a existência deste Programa de Extensão Educacional, na rede municipal de educação, por mais de duas décadas; (ii) a minha experiência profissional nessa instituição; (iii) e o fato de atualmente dirigir esta unidade de extensão. Diante dessas razões, me debrucei sobre o tema e refleti acerca do ensino das Artes Cênicas desenvolvido nesse programa de extensão e mais especificamente sobre a unidade situada na Avenida dos Desfiles Professor Darcy Ribeiro.

A partir daí, algumas indagações foram levantadas: como vem se desenvolvendo o ensino de Teatro no Núcleo de Arte? Quais são as singularidades do ensino de Teatro desenvolvido nesta unidade de extensão? Quais perspectivas pedagógicas e teatrais predominam no Núcleo de Arte? Existem pesquisas sobre o ensino de Teatro localizadas no Núcleo de Arte? E sobre essas questões, inicialmente, apresento a hipótese de que esta unidade de extensão educacional apresenta uma pedagogia teatral singular no âmbito do programa Núcleo de Arte.

A revisão de literatura5 pautada sobre as reflexões iniciais e o tema “Núcleo de Arte” nos colocou diante de cinco referências bibliográficas relevantes, sendo três dissertações de Mestrado e duas teses de Doutorado. Neste resultado, percebe-se que a Tese de Doutorado da pesquisadora Renata Wilner (2011) serve de parâmetro aos demais estudos, tornando-se objeto de centralidade para investigações sobre as estruturas e dinâmicas dos Núcleos de Arte.

Outras evidências também foram encontradas acerca da temática, destacando a ausência de pesquisas acadêmicas sobre o ensino de Teatro nos Núcleos de Arte e, por conseguinte, os estudos abordando o referido programa de extensão educacional. Inclusive, ao apontarem perspectivas pedagógicas de ensino da Arte, os estudos não consideram os pensamentos filosóficos do teatro e as pedagogias teatrais. Ou seja, as pesquisas encontradas não aprofundam os estudos referentes ao ensino da linguagem teatral desenvolvidos no Programa Núcleo de Arte.

Esse cenário inicial, corroborou para o direcionamento do foco desse estudo, que aponta para a pedagogia teatral no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles. E, num processo de catalogação e análise de fontes documentais desta unidade de extensão, verifiquei que apenas uma parcela dos(as) professores(as) de Artes Cênicas6 atuaram/atuam como regentes na oficina de Teatro. Tal evidência deve-se à flexibilidade desses docentes atuarem em outras oficinas, como as de dança, vídeo, arte literária etc., desde que possuam alguma competência específica adicional. Com isso, centralizamos as investigações sobre os(as) professores(as) de Artes Cênicas e o modo como ensinam o teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.

Quando a pesquisa colocou os saberes e fazeres docentes no centro da investigação, exigiu um olhar atento sobre os processos formativos e as abordagens pedagógicas em sala de aula. Então, as análises nesta Tese de doutorado mantêm o seu foco nas narrativas sobre as práticas pedagógicas dos(as) professores(as) de Artes Cênicas, em suas oficinas de Teatro, considerando a existência de uma “epistemologia da prática profissional” (Tardif, 2002), que busca valorizar as experiências de vida e a produção de saberes como pontos de referência à formação docente.

E, na intenção de objetivar a compreensão do ensino da linguagem teatral nesse lócus de investigação, sendo elas: como vem se desenvolvendo o ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles? Quais perspectivas epistemológicas são evidenciadas nesse processo? E, em que medida as experiências de vida influenciam nos fazeres e saberes docentes?

Diante destas questões, outras complementares auxiliam no processo de reflexão e análise do estudo, a saber:

− É possível perceber uma perspectiva teatral própria desse lugar?

− O que é comum na formação dos docentes que atuam no ensino de Teatro?

− Quais perspectivas filosóficas, educacionais e estéticas os professores tendem a utilizar?

− Como são desenvolvidas as criações teatrais na oficina de Teatro?

− Em que medida as práticas artísticas são relevantes para a comunidade local e/ou a rede de ensino municipal?

6 Na SMERJ o ensino da Arte ainda categoriza o profissional conforme a lei 5692/71, especificando as atividades de artes plásticas, artes cênicas e educação musical.

As questões elencadas apontam para possíveis esclarecimentos do problema de pesquisa e lastreiam o estudo, envolvendo as áreas de Educação e Arte/Teatro, formando campos investigativos em diálogo. Considerando esse contexto, de um lado temos o “contraturno escolar”, por localizar os estudos no Programa Núcleo de Arte, e noutro lado, a “pedagogia do Teatro”, devido às investigações sobre o ensino da linguagem teatral. Tal articulação possibilita o encontro de outros olhares sobre o espaço escolar e o fazer docente na arte-educação.

O objetivo central da pesquisa é compreender como vem se desenvolvendo o ensino da linguagem teatral no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, num processo que considera o(a) professor(a) de Teatro como sujeito da investigação, analisando o seu percurso de formação profissional, as suas experiências de vida e os saberes derivados da sua prática em sala de aula.

E, como estratégia de alcançar tal objetivo, apontamos para três caminhos específicos aliados, sendo: (a) inventariar acontecimentos e fatos históricos da instituição; (b) compreender a formação dos saberes docentes; e (c) identificar e analisar os processos pedagógicos teatrais.



Portfólio 2023 do Núcleo de Arte Avenida dos desfiles

É no cotidiano de experiências, metodologias aplicadas e interações humanas que o corpo docente do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles busca desenvolver um trabalho pedagógico centrado na realidade do educando, com atenção aos avanços de estudos acadêmicos e alinhado às perspectivas curriculares da rede de ensino municipal. Sobretudo, essa dinâmica busca tratar a integração de linguagens como ação fundamental na implementação dos projetos.



Como citar este documento:

ARAUJO, Lindomar da Silva (org.). Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: Portfólio 2023. Programa de Extensão Educacional. Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Relatório anual das atividades pedagógicas. Rio de Janeiro, RJ, 2023. 

XXIII Colóquio do PPGAC - Comunicação Oral Presencial

XXIII COLÓQUIO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

"Léa Garcia, Aderbal Freire Filho e José Celso Martinez Corrêa: Eurídice, Apolo e Dionísio das artes cênicas brasileiras"


Doutorando
LINDOMAR DA SILVA ARAUJO

Título da Pesquisa
NÚCLEO DE ARTE AVENIDA DOS DESFILES: 
EXPERIÊNCIAS E SABERES DOCENTES NO ENSINO DE TEATRO 



Algumas imagens/textos apresentadas na comunicação















Arte na Linha de Frente - Livro

 

O livro "Arte na linha de frente; experiências de teatro e dança na Educação Básica no Rio de Janeiro" (vol. 1, Mauad Editora)" é um motivo de muita alegria pra mim.

Neste volume 1, escrevi um artigo com meu orientador do Mestrado, o Prof. Dr Adilson Florentino, onde abordamos um estudo que conjuga Teatro do Oprimido e Cidadania Social.



Este livro apresenta um panorama de pesquisas realizadas por professoras e professores de teatro e dança da Educação Básica, egressos do Programa de Pós-graduação em Ensino de Artes Cênicas (PPGEAC/UNIRIO – Mestrado profissional).

[a introdução do artigo]

Como citar:

ARAUJO, Lindomar da Silva, SILVA, Adilson Florentino. Teatro do Oprimido e Projeto de Vida. In: ACHCAR, Ana, ANDRADE, Elza de, COUTINHO, Marina Henriques (org). Arte na linha de frente: experiências de ensino de teatro e dança na educação básica no Rio de Janeiro. Volume 1. Rio de Janeiro: Mauad X, 2022.




XXI Colóquio do PPGAC UNIRIO - 30 anos

XXI COLÓQUIO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS DA UNIRIO: A Pós-Graduação em Artes e os 30 Anos do Programa - de 22 a 26 de novembro de 2021


A minha apresentação neste Colóquio, que aconteceu virtualmente ocorreu no dia 21 de novembro de 2021, dividindo o momento com outros colegas pesquisadores do programa.



A Professora Doutora Elza de Andrade foi a mediadora da nossa mesa.


Apresentei um resumo dos primeiros escritos da minha Tese, cujo tema era 
"Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: história, memórias e performatividades teatrais".

e leia o resumo

Como citar:

ARAUJO, Lindomar da Silva. Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: história, memórias e performatividades teatrais. In: VARGAS, Aline... [et. al.]. XXI Colóquio do Programa de Pós-Graduação em artes cênicas e os 30 anos do programa. Rio de Janeiro: Ed. dos Autores, 2022.








Teatro do Oprimido: pedagogia teatral decolonial?


O artigo propõe uma investigação bibliográfica de análise reflexiva sobre a pedagogia decolonial e o Teatro no contexto escolar, para além das convenções modernas/coloniais. Se justifica por ampliar os estudos do Teatro do Oprimido na educação formal. Seu objetivo é situar essa metodologia teatral no campo das pedagogias decoloniais e verificar como ocorre as abordagens pedagógicas deste método no cotidiano das escolas. O texto se organiza em três momentos articulados: estruturas epistemológicas que sustentam o discurso da decolonialidade; reflexões sobre a noção de pedagogia decolonial; e a proposta de considerar o Teatro do Oprimido uma pedagogia decolonial. Como fontes primárias utilizamos referenciais acerca do Coletivo Modernidade/Colonialidade e a Interculturalidade Crítica em diálogo com bibliografias referentes ao Teatro do Oprimido.

Acesso o ARTIGO no link abaixo

https://periodicos.ufjf.br/index.php/revistainstrumento/article/view/30311

Referência

ARAUJO, Lindomar da Silva, Teatro do Oprimido: pedagogia teatral decolonial? Instrumento: Rev. Est. e Pesq. em Educação, Juiz de Fora, v. 23, n. 1, p. 22-41, jan./abr. 2021


Artigo no IV CONEPI – 2020

Retomada do Jogo teatral: 
um possível paradigma de avaliação

Apresentação de Pôster no IV CONEPI - Congresso Nacional em Educação e Práticas Interdisciplinares, no ano de 2020.

RESUMO 

O trabalho apresenta investigações teóricas sobre a avaliação no ensino do Teatro em contexto escolar. Desenvolve um diálogo reflexivo, considerando a avaliação formativa na perspectiva da educação formal. Aponta diferentes processos de avaliação pela linguagem do Teatro, atribuindo aos jogos teatrais o papel de objeto de referência às reflexões e análises. Indaga sobre a possibilidade de um paradigma de avaliação nas abordagens do ensino de Teatro e desenvolve a viabilidade da existência desse paradigma nas práticas de avaliação teatral.

Leia o Artigo!

CLIQUE AQUI

Como referenciar este artigo:

ARAUJO, Lindomar da Silva. Retomada do Jogo teatral: um possível paradigma de avaliação. In: MAMEDES, Rosilene Felix; RODRIGUES, Hermano de França (Org.). Anais eletrônicos [...]. IV Congresso Nacional de Educação e Práticas Interdisciplinares. ISBN 978-65-5886-003-7.  Contato Edições, p. 2148-2153. João Pessoa, PB. 2020. Disponível em: <https://contatosempreendimentos.com.br/site/anais-iv-conepi-2020/> Acesso em: 0 mês. 202?.


Núcleo de Arte: território de fissuras decoloniais - E-Book


 
 

O artigo, apresentado no VI CONEDU, investiga práticas cotidianas no campo das Artes Cênicas e em outros processos, que fazem intercessões com os saberes do Teatro, se apresentando em três momentos integrados: um breve contexto sobre a colonialidade do poder, com seus padrões de dominação e controle na estrutura social; descortinar indicativos sobre modos e características de um currículo decolonial; e propõe-se identificar e analisar perspectivas decoloniais em abordagens pedagógicas no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.  

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Como citar o artigo: 

 ARAUJO, Lindomar da Silva. Núcleo de Arte: território de fissuras decoloniais. In: CASTRO, Paula Almeida (Org). Avaliação: Processos e Políticas. 3 v. – 1940 p. (1179-1197). ISBN 978-65-86901-08-5. Campina Grande: Realize eventos, 2020. Disponível em:  <https://professorlindomar.blogspot.com/2020/07/nucleo-de-arte-territorio-de-fissuras.html>. Acesso em: dia Mês. Ano. 

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Afinal, é DEcolonial ou DEScolonial?

Lindomar da Silva Araujo[1]

        Nos estudos sobre a colonialidade do poder, que têm grande parte dos seus referenciais teóricos ancorados nas ideias do Grupo Modernidade/Colonialidade/Decolonialidade, representado por autores como Walter Mignolo (2017), Anibal Quijano (2005) e Henrique Dussel (2005), dentre outros, encontramos constantemente uma alternância na grafia do termo “descolonial/decolonial”. Tal variação causa estranhamento, por aparecer de forma constante, levando o leitor a realizar interrupções reflexivas no curso da leitura, para analisar a partícula “de/des” no contexto. Essa dúvida semântica também mobiliza reflexões e diálogos sobre as implicações provocadas pela matriz colonial do poder, que não cessa suas investidas avassaladoras, para dominar, explorar e gerar conflitos, num processo articulado de constante avanço pelo mercado capitalista.

        Segundo Catherine Walsh (2013), as reflexões acerca dessa grafia e todo o significado que ela carrega, iniciou-se em 2004, quando a própria pesquisadora argumentou sobre a necessidade de subtrair o “S” do prefixo “des”, passando o termo descolonial à decolonial. Sua intenção era, e ainda é, fazer entender que a supressão do “des” pode indicar um desprendimento ou deslocamento definitivo do projeto moderno/colonial. Ou seja, ao retirar o "S" partícula “des”, ela tende passar a ideia de que é possível desfazer ou desconstruir algo; nesse caso, como se tomasse o colonial de assalto e o modificasse de imediato.

        O colonial nunca termina, pois apresenta-se como o monstro Hidra, de Lerna, segundo Walsh (2013), que ao ter a sua cabeça cortada, cresce-lhe imediatamente uma outra. Dessa forma, a matriz colonial/moderna avança por diferentes frentes, controlando os sujeitos nos diversos espaços de convivência social e de experiências relacionadas ao trabalho, ao sexo, à subjetividade/intersubjetividade, à autoridade coletiva e à natureza.

         Logo, é inviável se pensar a colonialidade/modernidade simplesmente numa perspectiva linear, ocidental. Como argumentou Walsh (CANDAU, 2018): “[...] não é possível, num momento estar colonizado e noutro descolonizado; o pensar descolonial é uma simplificação perigosíssima”. E, em outro momento, Walsh (2013), acrescenta que:

            [...] Suprimir o "s" é uma opção minha. Não é promover o anglicismo. Pelo contrário, pretende marcar uma distinção com o significado em castelhano do "des" e o que pode ser entendido como um simples desarmar, desfazer ou reverter do colonial. É dizer, passar de um momento colonial a um não colonial, como que fosse possível que seus padrões e traços deixassem de existir. Com este jogo linguístico, tento pôr em evidência que não existe um estado nulo da colonialidade, senão posturas, posicionamentos, horizontes e projetos de resistir, transgredir, intervir, in-surgir, criar e incidir. O decolonial denota, então, um caminho de luta contínuo no qual se pode identificar, visibilizar e alentar "lugares" de exterioridades e construções alter-(n)ativas. (WALSH, 2013, p. 24-25, tradução nossa).

        Em seminário na Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, Catherine Wash (CANDAU et al., 2018) declara que “não importa como escrevemos, mas como fazemos. É uma ação, é um verbo: decolonizar ou descolonizar”. A autora entende que o importante é como realizar o embate diante do poder colonial e lutar frente a colonialidade do poder, do saber e do ser.

 

REFERÊNCIAS

CANDAU, Vera et al. O que é a Pedagogia Decolonial? II Seminário de formação política do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Movimentos Sociais e Culturais. Rio de Janeiro: Canal: TV UERJ, 2018. Vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=pw8MqYauzc0> Acesso em: 20 Mai. 2020.

DUSSEL, Enrique. Europa, modernidade e eurocentrismo. In: LANDER, Edgardo (org).  A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005. p. 24-32. Disponível em: <http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/> Acesso em 20 Mai. 2020.

MIGNOLO, Walter. Colonialidade: O lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais. Vol. 32 n° 94 junho/2017. Disponível em < https://doi.org/10.17666/329402/2017> Acesso em: 16 Abr. 2019.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005. Disponível em: <http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf> Acesso em: 20 Mai. 2020.

WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito_Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013.


[1] Doutorando e Mestre em Artes Cênicas (UNIRIO). Professor de Artes Cênicas na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Diretor do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles (SMERJ).



¿Podemos pensar los no-europeos? Ética decolonial y geopolíticas del conocer

PODEMOS NÃO-EUROPEUS PENSAR?: ÉTICA DECOLONIAL E GEOPOLÍTICAS DO CONHECER: PREFÁCIO


Autor: Walter Mignolo

Tradução: Lindomar da S. Araujo



O “desprendimento” é o nome que reúne diversos ensaios guiados pela ideia do frequente abandono das formas de conhecer que nos sujeitam e modelam ativamente nossas subjetividades pelas fantasias e ficções modernas. O relato da modernidade com sua carga semântica e retórica de progresso impulsiona o consumo, se esforça para manter a ideia de que a história é única e desemboca na ontologia de que a ideia de modernidade é construir; desloca e complementa a felicidade cristã com a felicidade terrena de consumo. Por isso o propósito é a perpetuação de subjetividades modernas devotas do consumo, cuja única liberdade consiste em eleger obrigatoriamente aos governantes que seguiram sujeitados à ideia de que a economia é a ciência do existente, do que existe, e que o signo do cumprimento de uma vida moral e exitosa é a acumulação de riqueza, mercadorias e propriedades.

Para três quartos do mundo o mercado não é um lugar onde se “consome” o salário, mas sim um lugar de encontro, de sociabilidade, de intercâmbio, em comunidades onde se trabalha para viver e não se vive para trabalhar e consumir. A necessidade de nos “desprendermos” de tais ficções naturalizadas pela matriz colonial de poder é a teoria que o pensar descolonial converte em projeto e processo.

A modernidade produz feridas coloniais, patriarcais (normas e hierarquias que regulam o gênero e a sexualidade) e racistas (normas e hierarquias que regulam a etnicidade), promove o entretenimento banal e narcotiza o pensamento. Por isso, a tarefa do fazer, pensar e estar sendo descolonial é a cura da ferida e do vício da cruel compulsão de “querer ter”, nos desprendermos das normas e hierarquias modernas é o primeiro passo para nos refazermos. Aprender a desaprender para re-aprender de outra maneira, é o que nos ensinou a filosofia de Amawtay Wasi.

Os volumes que publicamos não são escritos “sobre o tema”, mas o que eles estão fazendo: fazem o que se tá pensando e não mais um estudo de algo. É uma maneira de estar sendo frente a compulsão de querer ser/ter. O pensar e fazer descolonial, base do desprendimento, não é tão pouco um pensamento para “aplicar” (subsidiário da distinção teoria e práxis), mas é o ato mesmo de pensarmos fazendo-nos, de modo diagonal e comunitário. Não é um método, mas uma via, um caminho para refazermos a busca de formas de viver e de (nos) governar en que não vivamos para trabalhar/produzir/consumir, mas que trabalhemos para con-viver. As dificuldades que os estados e as corporações põem em marcha desses projetos e processos não devem ser ignorados nem tão pouco nos rendermos diante deles.

A crise da modernidade está no que o ocidente (e.g., Estados Unidos e o coração da União Europeia) já não controla a matriz colonial de poder. Não obstante, a disputa pelo domínio da matriz (o acesso econômico e político da China e da Rússia, junto com os estados BRICS) reproduz a colonialidade ao mesmo tempo que disputa o seu controle. Entre os esforços por re-ocidentalizar o mundo, por um lado e a irrefreável desocidentalização na esfera dos estados e corporações, por outro lado, se estende a emergente força política, ética e epistêmica da sociedade política global com projetos à margem dos estados e corporações. À margem não quero dizer afora, mas nas bordas. Daí a necessidade urgente do desprendimento em suas múltiplas manifestações arraigadas em histórias locais e a inevitável urgência de habitar e pensar nas fronteiras.

Quando Hamid Dabashi publicou seu artigo em Al-Jazeera, intitulado “Podem pensar os não-europeus?”, se referia a atualidade da diferença colonial epistêmica e ontológica em que se sustenta a geopolítica e correspondente a ética moderno/colonial do saber. Este volume ecoa a validade atual da questão, traduzindo e trazendo textos chaves do debate iniciado por Hamid Dabashi em Al-Jazeera, em janeiro de 2013, mas também oferecendo-se como uma resposta necessariamente polifônica e inacabada, que esboça as orientações de uma ética decolonial.


BIBLIOGRAFIA

MIGNOLO, walter. ¿Podemos pensar los no-europeos?: ética decolonial y geopolíticas del conocer. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Del Signo, 2018. p. 07-09.



Núcleo de Arte: Território de Fissuras Decoloniais

VI CONEDU - ANAIS
https://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/anais.php
V. 1, 2019, ISSN 2358-8829

NÚCLEO DE ARTE: TERRITÓRIO DE FISSURAS DECOLONIAIS
Autor
 LINDOMAR DA SILVA ARAUJO 
Orientação
 ADILSON FLORENTINO DA SILVA

O artigo resulta de análises reflexivas sobre ações pedagógicas, localizadas no espaço de extensão escolar da rede municipal de ensino carioca, denominado Núcleo de Arte, em diálogo com os estudos bibliográficos aprofundados no percurso da disciplina “Epistemologias Decoloniais e Saberes em Trânsito na Pesquisa Teatral”, da Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. O recorte da investigação se refere a práticas cotidianas no campo das Artes Cênicas e em outros processos, que fazem intercessões com os saberes do Teatro. O corpo narrativo da pesquisa contextualiza a colonialidade do poder, com seus padrões de dominação e mecanismos de controle na estrutura social, buscando descortinar indicativos sobre os modos e as características de um currículo decolonial, de forma a lastrear o estudo. No curso das investigações, identifica e analisa perspectivas decoloniais em abordagens pedagógicas, para descobrir e apontar pensamentos “outros” existentes no currículo pensadopraticado no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.

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Artigo: Teatro do Oprimido: uma revolução crítica para a cidadania social


Preocupado com a emancipação dos sujeitos para a cidadania social, Lindomar da Silva Araujo articula as concepções metodológicas do Teatro do Oprimido com as propostas epistemológicas de Boaventura de Souza Santos, no enfrentamento da crise paradigmática da modernidade. Essa revolução no fazer teatral, enquanto linguagem de caráter crítico-social, atua nas potencialidades de reinvenção de trajetos emancipatórios, que ultrapassem a ordem do colonialismo, demonstrando as possibilidades estético-políticas para o campo da educação.

http://www.ppgac.tea.ufba.br/wp-content/uploads/2018/12/cad_gipe_cit-40.pdf?fbclid=IwAR1EGWWjbBZ6fAbEeuQA6cEcIIYbZQaI4w6u3TxrTeiwH-exARp3QYO-T-Y




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